segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

MANUAL DE FÉRIAS DO BOLEIRO: MUITA ÁGUA, ALIMENTOS LEVES E EXERCÍCIOS

Por Jessica Mello - Rio de Janeiro postado no globo.com 

Há uma semana, iniciou-se o período mais esperado por grande parte dos trabalhadores: as férias. Para os jogadores, é no mês de dezembro que viajam às suas terras natais, aproveitam o tempo em família, reencontram os amigos. Conhecer terras estrangeiras também está no pacote. Porém, o atleta não é um profissional como os outros. Divertir-se é preciso, mas não se pode ir com muita sede ao pote. Churrasco todo dia, cervejas aos montes, relaxar por demasia não está no cardápio. Para quem ganha a vida a partir do seu preparo físico, é necessário cuidar dele para voltar bem em janeiro a seus respectivos clubes e dar início às pré-temporadas. 
O GloboEsporte.com ouviu uma nutricionista, um preparador físico e um ex-jogador para formar um "manual de férias" para o boleiro. Um ponto é comum a todos: é preciso consciência. Sem ela, cobrar ou impor regras de nada adianta. Além disso, ingerir muita água, comer alimentos leves e praticar exercícios está no roteiro. É permitido uma cervejinha aqui, outra lá, ou uma comida um pouco mais calórica. Mas sem exageros. Durante as férias, é comum se permitir comer alimentos mais calóricos, provar restaurantes novos, ingerir mais bebida alcoólica. Não para o jogador de futebol. É verdade que não é preciso seguir a dieta do ano com a mesma rigidez, mas não se pode fugir dela por completo. 

Para a nutricionista Rossana Torales, do Boavista, o principal é tentar manter todas as seis refeições do dia (café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar e ceia) para não perder massa muscular e ingerir bastante água para se manter hidratado. Nos alimentos, evitar os industrializados, como fast foods e embutidos, frituras e excesso de açúcar. Nas bebidas, os gaseificados e alcoólicos. Preferir frutas e verduras no dia a dia. - Recomendo também diminuir a quantidade de carboidratos simples, uma vez que vão trabalhar menos e se exercitar menos. Trocar por carboidratos integrais, cereais, arroz integrais, pães integrais, massa integrais... Nas bebidas, o ideal seria beber vinho, até uma taça. Mas cerveja... até duas latas, e só no final de semana - explica. 
Para Rossana, o mais importante é conscientizar o jogador de que é importante que ele mantenha a alimentação saudável mesmo no período de descanso. - Quando se proíbe, aí é que eles querem mais. É uma questão de conscientização. Eles estão de férias também... Só não pode é exagerar - avalia. No caso de alguns jogadores que tem o biotipo mais propenso a ganhar peso ou com dificuldade para perder, Rossana afirma que a dieta tem de ser seguida. Não é permitido escapar nem nos finais de semana. É preciso disciplina para chegar ao objetivo final, que é de estar em forma para poder desempenhar da melhor forma o seu trabalho. - Nesses casos, tem de manter a dieta. Não está liberada a cerveja, nem o biscoitinho. Só depois que conseguirem atingir o objetivo. É preciso manter a disciplina - diz. Sem deixar os exercícios de lado aliado à boa alimentação, o jogador não pode deixar de lado o exercício físico durante as férias. E quanto mais perto for chegando da data de reapresentação ao clube, mais intensa e frequente deve ser a atividade, de maneira a poder recuperar 100% seu condicionamento durante a pré-temporada. 

Chegar despreparado em janeiro pode custar até uma lesão ao atleta. De acordo com o preparador físico Paulo Paixão, que esteve à frente da área com a seleção brasileira na Copa do Mundo deste ano, as recomendações não podem ser padrão para todos, uma vez que cada jogador tem um biotipo diferente. Há os que vão precisar se cuidar mais e outros que se condicionarão rapidamente na pré-temporada. - Tem jogador que, quando começa a pré-temporada, tem a facilidade de se condicionar fisicamente mais rápido do que os outros. Alguns tem metabolismo diferente. Então tem de ter uma recomendação diferente. Os que tem mais propensão ao sobrepeso, tem de fazer um exercício como que dia sim, dia não - afirma, completando: Quando chega a hora das férias a gente diz "Ó, pessoal, férias! Você, ó, já sabe, a partir de tal dia tem de começar uma caminhada, depois uma corridinha, um abdominal"... 
Mas tudo depende do caso de cada jogador. O Léo Moura, por exemplo, mesmo com a idade (36 anos), tem um linear alto, uma capacidade orgânica muito boa e não tem problema de peso. Então, o Léo se apresenta e tem uma facilidade de se condicionar muito rapidamente. No antepenúltimo treino do Flamengo na temporada, em 4 de dezembro, quando 13 de seus jogadores já haviam sido liberados para as férias, o preparador Antonio Mello falou sobre o assunto. E disse, em oposição, que é contra qualquer tipo de "cartilha" para os atletas no período. No entanto, repassou uma "orientação especial" para o lateral Anderson Pico, que tem um histórico de problemas com a balança e ainda precisa perder peso. - Sou totalmente contra. O jogador não pode cumprir uma determinação em um momento de lazer. Não quero me enganar, não tem cartilha. A recomendação é que joguem futevôlei, bebam, passeiem, aproveitem ao máximo porque em janeiro estou de volta preparando a pré-temporada. O resto é comigo - disse, acrescentando: a recomendação que a gente faz é simples, não esquecer o lado profissional. O Pico depende hoje da perda de peso para voltar em condições de iniciar um trabalho com grupo. Ele sabe o que tem que fazer. Não há nenhuma recomendação da minha parte. Falta perder ainda em torno de três, quatro quilos, com o ganho que teve de massa magra, para poder estar no peso ideal. 

A voz da experiência 
Hoje, Juninho Pernambucano observa do outro lado. Está aposentado do futebol e trabalha como comentarista, analisando o que vê em campo. Mas usa da sua experiência para falar sobre o assunto férias. Na sua avaliação, um jogador de alto nível não pode se permitir ficar de descanso um mês inteiro. No caso, sem realizar atividade física e controle de dieta. No período em que atuou especialmente no Lyon e no Vasco sempre se preocupou em já sair de férias com um cronograma de atividades que ia crescendo de dificuldade e intensidade ao longo das semanas. Isso porque, julga, a profissão de jogador de futebol é diferente de todas as demais. - Vou ser sincero. Um atleta de alto nível não pode se permitir ficar de férias um mês. Quando você é jovem, mais veloz, a recuperação é rápida. Brincando, jogando futevôlei, você fica bem condicionado. Mas o ideal, hoje, é que você saia para as férias já com uma programação passada pelo preparador físico. 
Na primeira semana, faz um pouco de musculação. Na segunda semana, joga um tênis, um futevôlei, algo que se goste. Na terceira, passa a treinar mais forte. E na quarta, mais ainda, de três a quatro dias por semana, para voltar bem. Não tem como ficar um mês inteiro parado. Perde-se musculatura, corre-se o risco de se lesionar. Tem de ter consciência. É uma profissão diferente de todo mundo - explica. Os anos em que passou na França, entre 2001 e 2009, foram os que mais aprendeu sobre o assunto. Lá, lembra, todo mundo recebia um programa. Algo que não aconteceu antes e, depois, ao retornar para o Brasil. - Sempre fui muito estressado com relação a isso. Aprendi muito depois de ir para o Lyon. Todo mundo tinha um programa. Aqui (no Brasil), ninguém nunca passou nada. É importante extravasar toda a pressão, descansar, comer, beber. Mas tem de entender que as coisas são diferentes para o jogador. Ele depende do corpo dele. É importante manter a musculatura forte e seguir com trabalhos de prevenção, como fisioterapia e reforço muscular - conta. 

Se Juninho é um exemplo de rigidez e esforço no período de férias, o ex-jogador não pode falar o mesmo de alguns boleiros com quem conviveu ao longo da sua carreira. Segundo Pernambucano, havia atletas que chegavam até dez quilos acima do peso para a pré-temporada, o que comprometia o trabalho dos preparadores físicos no começo do ano. - Tem jogador que já vi chegar até dez quilos acima do peso. Com isso, ele não vai poder treinar forte, porque, se treinar, pode lesionar. Isso aqui no Brasil... No Lyon, nunca vi jogador chegar assim. Mas já melhorou muito. Isso depende muito de casa um, do objetivo de vida de cada um. O cara que tem problema de peso também, tem de ficar mais alerta que os outros. E colocar na balança o que gosta mais. "Gosto de cerveja?". Então, ok, tomo. Mas vou ter de treinar mais que os outros para compensar. Tem de se sacrificar um pouco - finaliza.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

ESTUDO COMPROVA: PROTEÍNA LOGO APÓS O TREINO AUMENTA A MASSA MUSCULAR

Por Turíbio Barros 

O processo de remodelamento muscular é o complexo mecanismo através do qual os músculos adquirem os benefícios do estímulo do exercício. Ele tem início imediatamente após um treino e pode durar até 72 horas ou mais, dependendo da intensidade e duração do exercício realizado. O processo compreende um verdadeiro remodelamento do músculo, no qual a síntese de proteínas e as modificações estruturais são fatores determinantes tanto da melhora funcional quanto do ganho de massa muscular. 
Um estudo recentemente publicado (julho de 2014) na revista científica "Amino Acids" investigou o benefício da suplementação de proteína na ativação das células satélites quando administrada imediatamente após uma sessão de exercícios de fortalecimento muscular. Os voluntários do estudo consumiam Whey Protein imediatamente após o treino e eram submetidos à biopsias do músculo solicitado 24, 48 e 168 horas após. Quando comparados com um grupo controle que não recebia a proteína, os voluntários apresentavam uma significativa proliferação das células satélites, caracterizando um importante benefício para o remodelamento do músculo e aumento da massa muscular. 
Existe um processo de ativação da ultra-estrutura do músculo esquelético do qual fazem parte as chamadas células satélites, que são considerada células não diferenciadas, capazes de serem ativadas pelo estímulo do exercício, o que é essencial para a regeneração e o remodelamento do músculo. Os resultados do estudo comprovam a ideia de que o pós-exercício é um momento especial, durante o qual existe de fato uma “janela de oportunidade” que pode e deve ser aproveitada, principalmente com o aporte de nutrientes adequados, capazes de potencializar os benefícios do exercício.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

TRANSPLANTE DE CARTILAGEM PODE CURAR LESÃO COMUM NO JOELHO DE ESPORTISTAS

Por Adriano Leonardi 

No joelho normal, as extremidades dos ossos são cobertas pela cartilagem, que permite o deslizamento suave dos ossos como uma almofada, que absorve o impacto durante a carga e o movimento. Neles, a espessura da cartilagem pode atingir alguns milímetros e é mais espessa nas regiões que recebem mais peso. Na rótula, pode chegar a atingir os 8mm. A doença da cartilagem no joelho afeta uma apreciável percentagem da população e é, infelizmente, uma lesão comum nos esportes. A lesão da cartilagem (ou lesão condral) pode ocorrer por um trauma como contusão, queda de altura ou entorse. Uma vez lesada, há deterioração deste tecido, que perde a sua regularidade e plasticidade em variados gradientes. 
Os estágios de alteração da integridade da cartilagem vão desde o simples amolecimento, passando pela fissuração e fibrilação, até o seu descolamento completo do osso subjacente, com desenvolvimento de verdadeiras crateras de dimensões variáveis, por vezes com alguns centímetros quadrados de superfície. O resultado é a dor, que pode ser desencadeada durante o esporte ou pode progredir para atividades da vida diária. Além disso, as lesões cartilaginosas cursam também com episódios de inchaço. A cartilagem, ao contrário da pele e outros tecidos bem vascularizados, tem baixíssimo poder de cicatrização (baixo turn over) por ser um tecido avascular (sem vasos sanguíneos). 

Uma vez lesada, ela degenera e causa sintomas. A mosaicoplastia do joelho é um procedimento cirúrgico indicado para as lesões focais (crateras), bem delimitadas e pouco extensas. Ela consiste no preenchimento dessas áreas desprovidas de cartilagem ou com cartilagem francamente deteriorada, por um transplante de cartilagem “saudável”, colhida em áreas da mesma articulação, mas não envolvidas no contato articular ou que recebam peso. Ao possibilitar a “pavimentação” de uma cratera articular, a mosaicoplastia permite que se crie, ao fim de algumas semanas, uma nova superfície de cobertura, constituída por cartilagem e fibrocartilagem de aceitáveis qualidades plásticas e de efetividade duradoura. 
O paciente ideal para esta cirurgia inclui: 
- Idade menor que 50 anos; 
- Ausência de artrose; 
- Lesão focal de 1 a 4 cm2; 
- Falha de procedimentos prévios como as microfraturas. 

No período pós-operatório, o paciente deve manter a deambulação com um par de muletas, evitando soltar o peso no membro operado por, pelo menos, seis semanas. No período de três a quatro meses, é esperada intensa atrofia muscular da coxa por desuso e este deve ser um dos principais focos do fisioterapeuta que acompanhará o paciente. Espera-se que haja atividade biológica cicatricial na lesão por até seis meses. O maior indicativo da cura da lesão é a melhoria da dor, podendo dispensar exames de imagens que levam muito tempo para se normalizar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

QUEM CORRE DEVE FAZER MUSCULAÇÃO OU OUTRA ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Por Gustavo Luz 

A musculação não deve ser encarada como uma atividade indispensável para os corredores. Ela tem a sua importância e, dependendo do seu objetivo, pode ser uma grande aliada para você encarar os seus desafios. Mas você pode não gostar de malhar e preferir fazer uma outra atividade complementar ou pode não ter tempo para nada disso, é corrida e olhe lá. Mas fique tranquilo, não malhar não significa que você vai se machucar. Se você consegue fazer musculação de forma regular, seus músculos tendem a ficar mais resistentes e, com isso, se o seu negócio é desempenho e velocidade, você talvez passe a ter a capacidade de tolerar um treinamento mais intenso, e se consegue treinar mais forte, talvez possa alcançar metas mais difíceis. 
Se você não curte malhar e prefere fazer apenas outra atividade complementar à corrida, não tem problema, pode fazer. Atualmente o corredor tem várias opções, como por exemplo o Pilates, que veio pra ficar e desenvolve um belo trabalho de alongamento e força; os sistemas de treinamento funcional estão avançando e se solidificando (com vários exercícios interessantes para os corredores); os treinos na areia, com movimentos de saltos, zigue-zagues, agachamentos e piques; ou mesmo um ou outro exercício simples de agachamento ou com uso de elásticos em casa mesmo. 

Todas essas atividades também têm o objetivo de promover uma melhora geral no seu corpo. Entretanto, tenha a sensibilidade de identificar o quanto de musculação ou dessas outras atividades faz bem para você. É importante ter tempo pra descansar desses treinos e cuidados para se alimentar de forma ainda mais criteriosa. Treinar musculação demais, por exemplo, pode atrapalhar o período de descanso da corrida e, com isso, uma atividade que teria vindo para somar no ganho de condicionamento pode atrapalhar o seu desempenho nas corridas. 
Mas se você não gosta de musculação ou não consegue nada além do tempo pra treinar corrida? Relaxe, existem coisas na sua vida que podem não mudar, e pode ser que você tenha que correr pelo resto da vida sem malhar. Talvez a maior causa dos machucados nos corredores seja o excesso de treinos, não a falta de musculação ou algo complementar. E se você já sabe que a sua realidade é essa, de uma maneira geral, pegue mais leve nos treinos, faça as progressões de volume e de intensidade com mais cuidado, talvez valha a pena fazer algumas caminhadas  ou diminuir a intensidade daquele treino intervalado que te deixa exausto no final. 
Fique atento ao equilíbrio entre as práticas esportivas e as coisas que você faz durante o dia. Se em um dia chegar mais cansado do trabalho, malhe mais leve ou faça um pouco menos da aula de Pilates. Não force a barra para fazer as atividades complementares se estiver com sono ou muito dolorido de um treino de corrida. Nesse caso, talvez seja melhor trocar o uma hora de treino por uma hora de sono. Se você souber dosar e administrar todos os seus dias, vai tirar o melhor proveito das atividades fora da corrida e continuará sem se machucar.

sábado, 11 de outubro de 2014

TÊNIS PARA CRIANÇAS: CONFIRA DICAS PARA PREVENIR PROBLEMAS FUTUROS

Por Raquel Castanharo 

Existe uma grande e pertinente preocupação dos pais a respeito dos pés das crianças. Se é chato, se pisa mais de lado do que de outro, se está um pouco torto e qual tipo de sapato seria o mais adequado para corrigir e prevenir problemas futuros. As botinhas ortopédicas estão ficando no passado e a tendência atual é estimular o pé em formação através de mais atividade e contato com o solo. 
O professor americano de saúde da família Mark Cucuzella, nome importante na área da corrida e estilo de pisada, publicou algumas dicas para a escolha de calçados para as crianças. Confira: “Baseado no que sabemos sobre desenvolvimento infantil e elementos da corrida natural, aqui estão algumas considerações antes de comprar um calçado: 
• Solas de espessura fina permitem uma propriocepção adequada, ativação neuromuscular de todo o segmento inferior e complementa a habilidade natural do corpo de absorver impacto. Crianças aprendem movimentos através da sensação do solo. O pé é a base de tudo. 
• Sapatos baixos são os melhores para atividades que envolvam corrida, pulos e escalada. Os calçados não devem ter plataformas ou grandes diferenças de altura entre a parte da frente e de trás. 
• Materias flexíveis permitem um funcionamento natural do pé. O tênis deve dobrar facilmente nas articulações dos dedos e não impedir a movimentação do arco do pé. 
• A parte da frente do calçado deve permitir que os dedos se espalhem naturalmente. Os dedos são pequenos mas poderosos. A força de alavanca do pé é maior quando os dedos estão alinhados para frente. 
• Procure por tênis que sejam feitos de material macio, respirável e lavável. Desencoraje as crianças a usarem calçados pesados e meias grossas, pois isso interfere na propriocepção e na sensação do pé no solo. Tirar as palmilhas pode ser até uma opção para aumentar a interação com o chão.”

terça-feira, 7 de outubro de 2014

EXAME PROMETE IDENTIFICAR MÚSCULOS EM RECUPERAÇÃO APÓS ATIVIDADE FÍSICA

Por Turíbio Barros 

A orientação da recuperação após uma atividade física é sempre uma preocupação para os profissionais das ciências do esporte. Neste contexto, existe uma situação muito frequente que sempre gera dúvidas. Geralmente durante as 24 a 48 horas após uma atividade mais intensa ocorre a manifestação do quadro que é conhecido como Dor Muscular de Início Tardio (DMIT). 
Como consequência da atividade intensa, os músculos utilizados no exercício sofrem “microtraumas” que originam um quadro inflamatório responsável pelo remodelamento muscular. Na verdade trata-se de um quadro normal que acaba por causar a adaptação progressiva dos músculos, assimilando os benefícios do treinamento. Durante este processo, que dura geralmente de dois a três dias, existe um quadro doloroso, de magnitude proporcional à intensidade do exercício realizado. A dúvida que surge é quanto à liberação ou não para a prática de exercícios durante este período. 

Os pesquisadores desta área de conhecimento têm buscado vários indicadores para tentar orientar esta conduta. O mais utilizado ultimamente tem sido a dosagem de uma enzima no sangue conhecida como Creatino Quinase (CK), que apresenta muitas dificuldades de interpretação devido à sua enorme variabilidade individual. Outro recurso muito interessante surgiu nos últimos anos. Trata-se de obter uma imagem fotográfica das temperaturas regionais do corpo, ou mais exatamente dos músculos solicitados no exercício previamente realizado. O processo é conhecido como termografia, sendo feito através da utilização de uma câmera fotográfica especial. 
É uma fotografia das variações de temperatura em uma determinada área do corpo, o que possibilita fazer o diagnóstico dos músculos em processo de remodelamento. Quando o músculo está em recuperação, o quadro inflamatório provoca aumento da temperatura nas áreas mais comprometidas, e a imagem termográfica registra com boa precisão, tornando possível adotar a conduta de preservar o grupo muscular. Entre várias pesquisas já realizadas sobre o assunto, um grupo de pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná publicou um artigo que ilustra perfeitamente a aplicabilidade do método, o qual pode ajudar na orientação de condutas em uma situação tão especial.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DESIDRATAÇÃO PREJUDICA O RENDIMENTO E PODE COLOCAR EM RISCO A VIDA DO ATLETA

Por Cristiane Perroni 

Após o exercício deve-se ingerir aproximadamente 450/675ml de líquido para cada 0,5kg de peso corporal perdido durante o exercícioNeste último domingo, dia 14 de setembro, ocorreu a Meia Maratona de Natal e infelizmente houve o falecimento de um atleta nos 500 metros finais da prova. O corredor sofreu um enfarte e suspeita-se de desidratação, agravada por uma gastroenterite que o atleta havia tido dias antes da prova e a temperatura elevada. Semanalmente inúmeras corridas acontecem em todo Brasil e o crescimento de adeptos da corrida é crescente, mas será que estamos com exames em dia? 
Será que todos treinamos e temos uma alimentação adequada para praticar o esporte? Com o aumento da quilometragem (provas de 21km, 42km e ultramaratonas) o risco de saúde pelo maior esforço e estresse promovido no nosso corpo se torna cada vez maior e o monitoramento regular deve ser realizado para evitar surpresas negativas. Os problemas mais comuns em provas de longa duração são: musculoesqueléticos, gastrointestinais, cardíacos, hiponatremia e desidratação. A desidratação é decorrente principalmente pela perda de suor, que pode chegar até dois litros por hora e varia com as condições ambientais, grau de intensidade de esforço, duração do exercício, condicionamento físico/nível de treinamento e estado de saúde prévio do indivíduo. 

Com 1% a 2% de desidratação inicia-se o aumento da temperatura corporal em até 0,4ºC para cada percentual subsequente de desidratação. Em torno de 3%, há redução importante do desempenho. Com 4 a 6% pode ocorrer a fadiga térmica. A partir de 6% existe risco de choque térmico, coma e morte, segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte. Realizar “checkup” regularmente e manter a saúde em dia reduz, mas não exclui os riscos durante a prática esportiva. Tão importante quanto a planilha de treinamento, vestimentas e tênis adequados, o programa alimentar é fundamental para restabelecer as perdas/o desgaste e manter o corpo saudável e funcionante. 

A preparação da alimentação e hidratação nos treinos e na semana que antecede o evento é muito importante para garantir que o atleta chegue no dia da competição com seus estoques “cheios” (glicogênio muscular e hepático), hidratado e sem alterações gastrointestinais. Para isso é preciso evitar o consumo de gorduras/frituras e alimentos crus pelo menos dois dias antes do evento. Muitos atletas para controlar o peso e não perder tempo nos postos de hidratação negligenciam a reposição de carboidratos e de líquidos, o que pode acarretar sérios riscos à saúde e diminuição da performance durante o exercício. 
Segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte, a desidratação diminui o desempenho do exercício e de acordo com estudos realizados pelo pesquisador Noakes (2003) deve ingerir maior quantidade de líquido os atletas mais pesados e mais rápidos, e menor quantidade os atletas mais leves e mais lentos. A necessidade de ingestão também varia de acordo com a temperatura da prova. Em locais de temperatura e umidade mais elevada a necessidade de líquido aumenta. Recomenda-se 400ml a 800ml de água por hora de exercício. Uma forma de individualizar a hidratação é pesar antes do treino e logo após o treino, anotar o quanto consumiu de líquidos para observar se foi suficiente para repor as perdas. 

A perda de peso não deve ser maior do que 1% (leve grau de desidratação perda 1,1% a 3% do peso corporal). A reposição de carboidratos em atividades acima de uma hora deve ser de 30g a 60g de carboidratos por hora de exercício (evita a hipoglicemia, depleção do glicogênio muscular e fadiga). Após o exercício deve-se ingerir aproximadamente 450/675ml de líquido para cada 0,5kg de peso corporal perdido durante o exercício. Líquidos contendo álcool ou cafeína (cafés, chás ou colas), assim como as bebidas carbonadas não são indicadas para hidratação pós-exercício. Para prática esportiva segura é fundamental o monitoramento frequente da saúde, dos treinos e da alimentação.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

PUBALGIA: INCIDÊNCIA É MAIOR NO FUTEBOL E TÊNIS, E PODE COMPROMETER CARREIRAS.

Por Adriano Leonardo 

A pubalgia, também conhecida como pubeíte ou osteíte púbica, é em uma condição dolorosa da sínfise púbica ou na origem adutora que se agrava gradativamente com o esforço físico e melhora com realização de repouso e exercícios fisioterápicos. Infelizmente, sua ocorrência nos esportes tem aumentado. Especialmente em adolescentes e adultos jovens praticantes de esportes nos quais se faz necessária a realização de chutes repetitivos e mudanças abruptas de direção, como, rúgbi, hóquei, tênis e, em especial no futebol e futsal. Acometendo com maior frequência os jogadores de meio de campo por conta do toque de bola aos atacantes, mecanismo composto de adução e rotação externa do quadril. 
A pubalgia pode ser do tipo aguda (pubalgia traumática) ou crônica (pubalgia crônica), causada por repetições. Acredita-se que o excesso de tração muscular com vetores multidirecionais leve à degeneração da sínfise púbica. O diagnóstico da pubalgia é realizado através de uma avaliação dos sintomas, juntamente com uma avaliação biomecânica. No exame clínico, observa-se a presença de uma exacerbação de sensibilidade no tubérculo púbico anterior. A dor também pode ser mimetizada pela flexão do quadril, rotação interna e contração da musculatura abdominal. O importante no diagnóstico é estabelecer uma relação entre o histórico e o exame físico. A radiografia simples pode mostrar a degeneração da sínfise púbica, e a ressonância magnética mostra o edema ósseo característico da lesão. 

Deve-se realizar o diagnóstico diferencial de outras patologias, como a síndrome do músculo piriforme, tendinose do iliopsoas, osteíte púbica, dentre outras. Nota-se que a lesão ocorre: 
- bilateralmente em 12% dos casos; 
- inicia-se na região são os adutores em 40% dos casos; 
- na área perineal apenas em 6% dos casos; 
- um aumento gradual da dor em 70% dos casos; 
- um início traumático e doloroso em apenas em 30% dos casos. 
O tratamento conservador da pubalgia traumática, caso não haja perda de mobilidade, pode ser o repouso associado ao uso de anti-inflamatório, gelo, bandagens funcionais e acupuntura. Visa, basicamente, o fortalecimento, alongamento e reequilíbrio dos grupos musculares envolvidos na lesão. Deve ser sempre instituído para o atleta amador. Assim como em outras lesões, o bom senso deve prevalecer no tratamento da pubalgia. Em atletas profissionais ou adolescentes que pretendem se profissionalizar nos esportes, o afastamento prolongado ao esporte pode comprometer o rendimento e, consequentemente, a carreira. 

Por este motivo, havendo falha no tratamento conservador, deve-se optar pelo tratamento cirúrgico. No período pós-operatório, a reabilitação deve ser iniciada o mais rápido possível. Inicialmente focando o tratamento do hematoma e mantendo o alongamento cirúrgico dos adutores que, se não mantido, pode recidivar rapidamente. Posteriormente, focado no fortalecimento, propriocepção e treino de pliometria direcionado ao esporte sob a supervisão de equipe multidisciplinar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

CORRER COM MÚSICA INFLUENCIA NO DESEMPENHO?

Por Gustavo Luz 

Algumas pesquisas sérias indicam que o estímulo musical pode trazer benefícios, principalmente, a dois tipos de treino: os difíceis e os longos. Para os treinos mais duros, a combinação da música acelerada com uma velocidade mais intensa na corrida, pode deixá-lo mais focado em “atacar” a distância. Talvez mantendo o seu limite por mais tempo.E para os treinos mais longos, que às vezes carregam o fator tédio, as músicas mais suaves podem ajudá-lo na manutenção de um ritmo mais regular e acompanhá-lo através dos quilômetros. 
É possível que os estímulos musicais acelerem algumas respostas motoras, recrutando mais fibras musculares. E aí você ganharia alguma performance. Seria como se o seu cérebro mandasse mais estímulos atingindo mais músculos por estar escutando uma determinada música. Apesar do aumento de interesse dos estudiosos na área, muita coisa ainda deve ser pesquisada nos próximos anos. 

Entretanto, existem horas e lugares para usar os fones de ouvido na hora da corrida. Você não deveria usá-los em áreas com tráfego e muito movimento de pedestres, e deve sempre se lembrar que a música pode bloquear alguns barulhos e distraí-lo. Prefira escutar o seu som em locais onde tem mais controle do que está acontecendo à sua volta. E mesmo assim, procure usar apenas um fone e em um volume normal. 
Um aumento no número de praticantes é um aumento no número de iniciantes. E às vezes, esses iniciantes têm apenas a música para acompanhá-los e motivá-los. Pode ser que o seu tempo seja o mesmo no final da prova, com música ou sem música. Mas se você gosta de combinar esses dois prazeres e entendeu que tem que tomar alguns cuidados, vá em frente, faça de tudo para se manter motivado.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA: ALÉM DO "BALDE DE GELO" SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA.

Por Raquel Castanharo 

A doença pela qual algumas figuras públicas estão participando do “desafio do balde de gelo” é a esclerose lateral amiotrófica. Na ELA, ocorre uma degeneração progressiva dos neurônios motores, que são os responsáveis pela movimentação de todos os músculos do corpo, inclusive os responsáveis pela respiração. A causa dessa patologia ainda é desconhecida, onde a maioria dos casos (90%) surge sem histórico familiar e os outros 10% atingem pessoas da mesma família. 
A ELA gera diminuição da força e atrofia muscular, afetando não apenas a movimentação do corpo como também a fala, a deglutição e a função respiratória, enquanto a função cognitiva e sensibilidade da pele permanecem preservadas. A expectativa de vida após os primeiros sintomas é de em média três anos, porém existem casos raros onde a vida se prolonga por mais tempo, como o do cientista Stephen Hawking, que vive com a doença há 51 anos. O tratamento multidisciplinar é essencial para melhorar a qualidade de vida da pessoa com ELA e a fisioterapia exerce um papel importante nos seguintes quesitos: 

• Exercícios 
A fraqueza muscular inerente à ELA pode ser agravada pela inatividade do paciente no início da doença. Exercícios leves e bem orientados por um fisioterapeuta trazem benefícios como a manutenção da maior independência possível do paciente e por mais tempo. 
• Mobilização e conforto 
A progressão da doença pode levar a deformidades articulares. Mobilizações, alongamentos e posicionamento adequado sentado ou deitado são importantes para a preservação da mobilidade e maior independência funcional possível. O uso de órteses que mantenham o pé na posição mais funcional podem até prolongar a capacidade de andar. 
• Auxílio respiratório 
 A insuficiência respiratória é a principal causa de morte na ELA e ocorre devido à falência dos músculos da respiração. A fisioterapia respiratória tem um importante papel na prevenção de infecções, como pneumonia, no treinamento da musculatura respiratória quando ainda possível e no suporte à ventilação com intervenções externas (ventilação mecânica invasiva ou não invasiva). A fisioterapia tem sido muito importante no tratamento da ELA, melhorando a qualidade de vida das pessoas com a doença e promovendo intervenções para aumentar sua sobrevida. Porém ainda existe um longo caminho a ser trilhado sobre o tratamento, no que diz respeito a eficácias das técnicas existentes e à descoberta de novos recursos. 

Colaboração: Fisioterapeuta Adriana Sellmer, especialista em fisioterapia respiratória e neurológica.

domingo, 24 de agosto de 2014

CONHEÇA DEZ MOTIVOS PELOS QUAIS VOCÊ PODE NÃO ESTAR EMAGRECENDO

Fonte: globo.com por Cristiane Perroni 

São inúmeros os fatores que devem ser avaliados durante uma consulta nutricional para elaborar uma estratégia para redução de peso. O primeiro passo é identificar os pontos fracos (negativos) e os fortes (positivos). Cada indivíduo tem um estilo de vida, de hábito alimentar, de composição corporal e de gasto calórico, por isso é preciso uma avaliação diferenciada. Embora os fatores possam variar de paciente para paciente. Algumas situações comuns no dia a dia de todos podem dificultar a perda e o controle de peso. Confira as 10 situações mais comuns: 
1. “Ingiro muitas saladas, mas com muito molho” Os molhos são feitos, normalmente, à base de creme de leite, azeite, maionese e queijos. Estes alimentos são muito ricos em gorduras e calorias. Pedir uma salada em um restaurante pode trazer um prato com mais de 500 calorias só de molhos. 
2. “Fico muito tempo sem me alimentar, fazendo apenas três refeições por dia” O fracionamento da dieta em cinco a seis refeições diárias facilita a distribuição e escolha dos alimentos. Permite que cheguemos com a fome mais controlada nas grandes refeições, fazendo assim escolhas mais saudáveis e limitando a quantidade. Quando comemos com muita fome damos preferência a preparações quentes e cremosas, de fácil mastigação, maior concentração calórica e colocamos no nosso prato mais do que precisamos. 

3. “Belisco muito entre as refeições” Para controle da fome e das porções é importante fazer de cinco a seis refeições diárias, entretanto beliscar entre as refeições traz calorias extras e estimula níveis elevados e constantes de insulina, hormônio anabólico que dificulta a perda de gordura corporal. Quando beliscamos não contabilizamos estas calorias extras à dieta, mas ingerimos calorias acima do planejado, o que dificultará a perda de peso. 
4. “Faço muito treino aeróbico para ajudar a perder peso e poder comer mais” Durante o processo de perda de peso o exercício é fundamental para aumentar o nosso gasto de calorias e fazer o nosso balanço energético entre o que comemos e o que ingerimos ser negativo. Nosso gasto energético total precisa ser maior do que a nossa ingestão alimentar. Correr uma hora por dia a 10km/h fornece um gasto médio de 600 calorias, entretanto estas calorias são facilmente repostas com: uma fatia de torta; ou um Big Mac; ou um porção de batata fritas; ou duas fatias de pizza de mozarela; ou quatro chopes; ou um bife a parmegiana. Além disso, cuidado, o excesso de exercício pode levar ao “overtraining”. 
5. “Faço dietas restritivas porque não gosto de praticar exercício” Dietas restritivas são realizadas por curto espaço de tempo, não conseguindo manter a restrição por muito tempo e o efeito rebote levando a compulsão alimentar e reganho de peso é muito frequente. Promove rápida perda de peso com redução de gordura, mas também de massa muscular, tornando o metabolismo mais lento. Não há preocupação de reeducação alimentar e adoção de hábitos de vida saudáveis como a prática esportiva para melhorar a composição corporal e manutenção do peso perdido. 
6. “Durmo poucas horas por noite” Durante o sono produzimos vários hormônios: melatonina, cortisol, hormônio do crescimento, liberação de testosterona. Estudos mostram relação inversa entre obesidade e duração do sono, ou seja, quanto mais tempo acordado maior oportunidade para se alimentar. Além disso, é comum a hiperfagia, diminuição da concentração, cansaço e alteração de humor. 

7. “Tenho alterações nos hormônios da tireoide” Fazer um checkup regularmente (pelo menos anualmente) com realização de exames laboratoriais, identificando precocemente alterações dos hormônios da tireoide, responsáveis entre outras funções pela velocidade metabólica. O funcionamento inadequado pode dificultar a perda de peso por desacelerar o metabolismo. 
8. “Faço dieta na semana e libero no final de semana” Quando elaboramos o programa alimentar para redução do peso, por exemplo 500g por semana, é necessário a redução de 550 calorias diárias, inclusive nos finais de semana. Todo progresso conseguido na semana é perdido com a liberação no final de semana. Este tipo de conduta faz com que consiga manter o peso, interessante na fase de manutenção. Para a perda de peso é preciso investir na semana e final de semana até chegar na sua meta. É preciso aprender a negociar e fazer escolhas melhores no momento de lazer e eventos sociais. 
9. “Já fiz inúmeras dietas. Sofro do ‘efeito sanfona/ioio’, por que a mesma dieta não funciona mais ou não reduz o peso da mesma forma?” Quando emagrecemos sem fazer exercício perdemos gordura e também massa muscular. Toda vez que engordamos só ganhamos gordura, tendo cada vez menos massa muscular, tornando nosso metabolismo mais lento, pois a massa muscular é responsável pela aceleração metabólica. A melhor forma de evitar ou minimizar a perda de massa muscular é associar dieta, prática de exercício aeróbico e de exercício de força (musculação, ginástica localizada, treinamento funcional e etc). 
10. “Como muito rápido, ingiro grande quantidade de comida e demoro a ficar saciado” Para aumentar a saciedade é preciso ‘lentificar’ a forma que está se alimentando. Existe uma comunicação entre o estômago e o cérebro para sinalizar que já está saciado e esta comunicação leva em torno de 20 minutos para acontecer. Uma técnica é iniciar a refeição por uma salada, mastigar bem os alimentos, comer devagar e em ambiente tranquilo e dar preferência a alimentos integrais. A sensação de prazer está na boca, quanto mais tempo o alimento permanecer na boca maior é a sensação de prazer e a saciedade. E o estômago é um órgão elástico, ele distende com o grande volume de comida ingerido, mas volta ao normal quando voltamos a reduzir as porções.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

AERÓBICO ANTES DE MALHAR? QUE CARGA DEVO USAR NA MUSCULAÇÃO? TIRE SUAS DUVIDAS

Fonte: globo.com por Gustavo Luz 

A musculação continua sendo uma das atividades físcias mais praticadas nas grandes cidades do país, mesmo com a entrada de outras interessantes opções como o Crossfit, o Pilates ou os treinos funcionais na praia, por exemplo. Por isso, trouxemos quatro dúvidas clássicas dos praticantes de musculação nas academias. Confira abaixo: 
1) Que carga devo usar? É muito importante que você tenha conhecimento das cargas que podem ser usadas nos seus exercícios na academia. E não raro, encontramos pessoas que nitidamente estão se exercitando com mais intensidade do que deveriam. Não treine assim! Algumas pessoas confundem mais carga com melhor treino. Esses exercícios podem te levar a movimentos errados, e isso, mais cedo ou mais tarde, pode te machucar. Tenha paciência, a regularidade é a chave para uma melhora gradual do desempenho. 

2) Faço aeróbico antes ou depois de malhar? Isso depende diretamente do seu objetivo. Se você está querendo perder um peso e diminuir o percentual de gordura, talvez seja melhor se programar para fazer o treino aeróbico antes de malhar. Assim, você dá prioridade a atividade que provavelmente exigirá um maior gasto calórico, e quando for malhar (programe-se para trocar de camisa após o aeróbico) seu corpo pode queimar algumas calorias a mais. Pois é, após a atividade aeróbica seu corpo ainda precisa de um tempo para voltar ao ritmo de repouso e se recuperar. Isso faz com que a sua frequência cardíaca fique um pouco mais elevada por um tempo, gastando mais calorias. E se você aproveita esse momento pós-aeróbico e vai para a malhação, pode potencializar o seu gasto calórico total do treino. 
3) Devo alongar antes de malhar? É muito importante que você pratique o alongamento em algum momento do seu dia. Mas antes de malhar é importante que você aqueça. Isso mesmo, a gente também precisa aquecer para malhar, e uma boa maneira de fazer isso é começar o seu treino com cargas mais tranquilas e ir aumentando os pesos aos poucos. Não adianta só correr na esteira e achar que já aqueceu para a musculação.E, talvez, você perca um pouco de força alongando antes de malhar, isso é indicado em algumas pesquisas. 

4) É melhor correr na esteira ou na rua? É difícil apontar qual a melhor alternativa. Em termos de gasto calórico, consumo de energia e condicionamento aeróbico, as duas atividades são muito parecidas. Um grande benefício da esteira é o maior controle da situação. Podemos monitorar variáveis como velocidade e inclinação de forma mais refinada. E, por outro lado, o treino na rua tem a vantagem da variação de estímulos, você se distrai com a paisagem, caminho e até mesmo imprevistos.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

SUPLEMENTO FUNCIONA SEM A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS? TIRE SUAS DÚVIDAS

Fonte: globo.com por Turíbio Barros 

O uso dos suplementos nutricionais é sempre um tema que gera interesse e apresenta muitas controvérsias. Uma das dúvidas mais frequentes diz respeito às indicações dos suplementos dissociados da prática de exercícios físicos. O suplemento deve ser sempre visto como um alimento e não como um princípio ativo, ou seja, um medicamento. Como alimento o suplemento tem a proposta simples de proporcionar uma adequação nutricional, e nunca agir como uma espécie de “espinafre do Popeye”, lembrando o famoso personagem dos desenhos animados. 
Quanto à questão do suplemento poder ser útil dissociado dos efeitos de um programa de exercícios, devemos recordar que são nutrientes que podem enriquecer certos alimentos e não somente produtos para aumentar a massa muscular ou melhorar a performance. Todos nós certamente lembramos de ter na infância consumido um leite “enriquecido” com determinados produtos comercializados com esta finalidade. Com certeza, apesar da comunicação ser outra, tratava-se de um suplemento nutricional. Os maiores benefícios dos suplementos nutricionais são sempre decorrentes da interação com a prática de exercícios físicos. 

Os diferentes programas de exercícios criam demandas específicas que podem ser melhor atendidas e terem seus efeitos potencializados pela suplementação adequada, na dose correta e no momento oportuno. Existe uma maneira de caracterizar este benefício, denominando os efeitos que os exercícios físicos promovem com “janelas de oportunidade” que abrem a chance de determinados nutrientes promoverem resultados específicos pela interação com necessidades particulares, especialmente nos músculos. 
Este raciocínio aborda uma outra controvérsia que diz respeito ao questionamento dos suplementos serem desnecessários quando existe uma dieta equilibrada. A questão é aproveitar estas “janelas de oportunidade” que são momentos nos quais um determinado nutriente precisaria ser administrado de forma isolada, para potencializar seu efeito. Isto normalmente não seria possível utilizando um alimento. A recomendação é sempre a mesma: utilizar suplementos com orientação segura e não esperar resultados mágicos!

domingo, 20 de julho de 2014

POR QUE SINTO MAIS DOR NOS MÚSCULOS E ARTICULAÇÕES QUANDO O TEMPO ESFRIA?

Fonte: globo.com por Ana Paula Simões 

Se você sente mais dor quando está frio ou chovendo, saiba que não é apenas sua imaginação. Embora os estudos mostrem resultados variáveis, a maioria conclui que mudanças na pressão barométrica e diminuição da temperatura podem sim causar mais dor em algumas pessoas (especialmente portadores de artrite). Posso dizer informalmente que muitas pessoas "sentem" uma mudança no clima quando algo dói principalmente se o local já foi operado. Quando o frio e a chuva estão a caminho, parece até previsão do tempo! A mudança no clima para o frio indica uma redução na pressão barométrica ou "baixa pressão" se movendo para determinada região. 
Quando o tempo esquenta, ou um "sistema de alta pressão" se move, o aumento da pressão barométrica pode trazer alívio. Curiosamente, vejo isso no mergulho também. Muitas pessoas que se queixam de dor nas articulações sentem conforto quando estão em profundidade durante o mergulho. Uma explicação razoável é o aumento da pressão ambiente. Lembre-se de quando a vovó dizia: "A chuva está vindo, e eu posso sentir as minhas articulações doloridas" ela realmente sabia disso por causa do que acontece com nosso corpo quando ocorrem as mudanças de pressão barométrica. Isso significa que a pressão contra o seu corpo cai também, suas articulações e áreas lesionadas podem começar a inchar ou doer. Este inchaço causas aumento da inflamação e exigimos que os hormônios aumentem sua atividade para lidar com essa situação. 

Algumas teorias para o aumento da dor: 
1) Alteração hormonal - Temos no topo de cada rim uma pequena glândula que produz adrenalina e cortisona. Estes dois hormônios nos ajudam com a energia, o humor, a função imune, o controle da dor e a famosa "fuga ou luta" como resposta a algo que nos atinge. A cortisona (esteroide) é fundamental no controle da dor, função imune e energia. Quando a pressão cai, a tendência é a produção deste hormônio diminuir. Você já percebeu também como a sua dor pode piorar durante a noite? Isso porque os nossos corpos diminuem a produção de ambos, adrenalina e cortisona, à noite, para que possamos ir dormir. É parte do nosso ritmo circadiano. 
2) Mudança na carga elétrica - Algo semelhante acontece quando uma tempestade está vindo. Você conhece alguém que diz poder "cheirar" a neve ou chuva antes que ela venha? O cheiro é uma mudança na carga elétrica no ar. Tem sido descrito como um cheiro "metálico" que algumas pessoas percebem e alteram a eletrostática corpórea, gerando contração neural e consequentemente dor. 

3) Teoria dos receptores - Existem muitos receptores no nosso corpo com terminações nervosas, que podem detectar fatores como textura, temperatura e pressão. No entanto, essas terminações nervosas também podem detectar mudanças na pressão barométrica no ar e responder, em algumas pessoas, com uma reação de dor. O caso é pior em pessoas que estão cronicamente estressadas, física ou emocionalmente, e nos idosos . 
 4) Contração – Uma última hipótese é que a dor no frio seja causada por tensão e contração muscular ao redor dos nervos e articulações, devido a vasoconstricção que a baixa temperatura causa. Fato é que a maioria de nós não precisa de mapas e previsões metereológicas para saber a dor que sente, mas talvez possamos tomar medidas para diminuir o sofrimento. Podemos comer corretamente, fazer exercícios e alongamentos, evitar os efeitos negativos das drogas ou álcool, aquecer o corpo e protege-lo durante a exposição na rua. Se a dor persistir, procure um especialista.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

SAIBA POR QUE O AQUECIMENTO É TÃO IMPORTANTE ANTES DAS ATIVIDADES FÍSICAS

Fonte: globo.com por Turíbio Barros 

A prática de aquecer antes de fazer uma atividade física é um hábito consagrado e consensual tanto para os especialistas quanto para os praticantes de exercícios. A percepção dos seus benefícios pode ser considerada até intuitiva, porém é importante entender um pouco melhor como o aquecimento funciona para valorizarmos ainda mais sua importância.

Quando iniciamos uma atividade a partir do estado de repouso, nosso corpo vai fazer uma transição para um estado de maior atividade metabólica, que demanda uma série de ajustes em vários órgãos e sistemas. O objetivo maior dessa transição é proporcionar ao efetor do movimento, ou seja, o músculo, condições para produzir mais energia e adequar esta energia produzida à exigência do exercício. Os músculos produzem energia a partir de processos chamados aeróbicos e anaeróbicos. 

O processo anaeróbico de produção de energia pode ser acionado instantaneamente e vai predominantemente atender a demanda energética nos primeiros segundos da transição do repouso para o exercício. A partir de então, pouco a pouco a produção de energia vai sendo atendida a partir do metabolismo aeróbico, até que se instale a chamada fase estável do exercício, na qual a produção de energia aeróbica equilibra a demanda. O início de uma atividade cria então o chamado débito de oxigênio, que decorre da produção de energia anaeróbica dos primeiros minutos da fase de transição. Um dos objetivos do aquecimento é antecipar a elevação do metabolismo aeróbico e diminuir este débito de oxigênio. 
Esta atitude diminui o desconforto do início do exercício que decorre do acúmulo de ácido láctico associado à produção de energia anaeróbica. O aquecimento proporciona então o aumento do fluxo de sangue para os músculos, adequando mais rapidamente a exigência para elevar a produção de energia aeróbica, aumenta a temperatura do corpo, contemplando a melhor atividade das enzimas, e aquecendo os músculos, diminui também a probabilidade de lesões.

sábado, 31 de maio de 2014

EXERCÍCIO AERÓBICO DEVE SER FEITO ANTES OU DEPOIS DA MUSCULAÇÃO?

Fonte: globo.com por Turíbio Barros 

Uma situação muito comum na prática de atividade física é a necessidade de conciliar o exercício aeróbico com os de musculação. Sempre que esta situação ocorre fica a dúvida de qual atividade realizar primeiro. É fundamental entender que os dois modelos de atividade são sustentados por mecanismos energéticos diferentes e que sempre vai existir uma repercussão de um tipo de solicitação em relação à outra. No exercício aeróbico, a energia é produzida pela queima de carboidratos e gorduras com oxigênio, enquanto que a energia utilizada para exercícios com pesos é gerada pela utilização anaeróbica da glicose produzindo ácido lático e também pela quebra da molécula da creatina-fosfato armazenada nas células musculares. 
Se o exercício com pesos for feito primeiro, os músculos utilizados vão acumular ácido lático e vai existir uma repercussão no desempenho do exercício aeróbico se estes mesmos músculos forem utilizados. Isto não significa que o aeróbico não terá resultado ou benefício, porém o desempenho pode ser prejudicado. Se o aeróbico for feito antes, e os músculos utilizados acumularem acido lático, a realização subsequente de exercícios com pesos com os mesmos músculos também pode ser comprometida. Porém, da mesma forma, não se pode dizer que não haverá benefício. Se o aeróbico for de uma intensidade que não acumule ácido lático, e as reservas de carboidrato dos músculos não forem comprometidas, a repercussão será minimizada. 
A alternativa que sempre atenderá de forma mais adequada aos dois modelos de atividade será, na medida do possível, alternar grupos musculares nas duas atividades. Por outro lado, existe também a recomendação de fazer primeiro a atividade que seria prioridade em relação aos objetivos a serem atingidos. Se o objetivo primário for o condicionamento cardiorrespiratório, faça primeiro o aeróbico. Se o maior objetivo for aumento de força e ganho de massa muscular, fazer primeiro exercícios com pesos. A conclusão é que não é incompatível conciliar as duas atividades, e que a realização das duas modalidades no mesmo treino pode ser perfeitamente praticada.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

CIRURGIA PLÁSTICA X ATIVIDADE FÍSICA: AS VANTAGENS DE CADA OPÇÃO

Fonte: globo.com 

Na busca pelo corpo perfeito, mulheres recorrem ao bisturi quando poderiam conquistar o que desejam com a prática de exercícios e alimentação saudável. Na busca por um corpo perfeito, muitas mulheres acabam se submetendo a cirurgias plásticas para atingir o modelo de beleza que consideram ideal. No entanto, alguns incômodos causados pela silhueta não precisam ser solucionados com a ajuda do bisturi. A tradicional e eficiente combinação da reeducação alimentar com a prática de exercícios físicos muitas vezes é capaz de dar conta do recado. Além de ser importante para a saúde, a prática regular de atividades físicas pode modificar o corpo. Muitos são os exemplos de mulheres que transformaram suas curvas com a ajuda de um nutricionista e sob a orientação de um professor de educação física. 
Mas será que esta opção é eficaz em todos os casos? Segundo o reconhecido cirurgião plástico Marco Cassol, a alternativa mais indicada varia de acordo com a região do corpo que a mulher pretende mudar. Em alguns casos, somente o procedimento cirúrgico oferece um resultado satisfatório. Já em outros, não há a necessidade de encarar anestesia, operação e o delicado período pós-operatório. Confira o que fazer para manter a silhueta em dia em cada caso: 

Seios: Para manter os seios mais firmes, o ideal é fazer musculação. A atividade física enrijece a musculatura, mas promove a perda de gordura na região, o que pode fazer com que os seios diminuam de tamanho. Se o objetivo é ter seios maiores, a cirurgia para colocar uma prótese de silicone é mais indicada. 
Culotes: Principal motivo de reclamação das mulheres, a gordura localizada é uma inimiga muito difícil de vencer. Quando acumulada na região do culote, a lipoaspiração é o procedimento mais indicado, pois receptores das células de gordura que ficam no local tendem a inibir sua queima. O exercício físico pode ajudar um pouco, mas o procedimento cirúrgico é mais eficaz. O cirurgião plástico Marco Cassol garante que a lipoaspiração resolve de vez o problema: "Na lipoaspiração, a gordura que é eliminada da região não volta mais". No entanto o renomado fisiologista Turibio Barros, pensa de outra forma: "Não concordo que a gordura não volte mais". 
Abdômen: Neste caso, a atividade física é suficiente para eliminar a gordura. Se feitos corretamente e aliados a uma alimentação saudável, os exercícios podem diminuir a barriga e definir mais os músculos do abdômen - através da musculação. Segundo o Dr. Marco Cassol, a abdominoplastia seria a opção mais indicada para os menos disciplinados. Já o Dr. Turibio Barros afirma que uma lipoaspiração pode retirar a gordura local, e a abdominoplastia consegue esticar a pele, mas nenhum dos dois procedimentos é capaz de deixar a região mais musculosa. 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

CURSO ONLINE - COMO PREPARAR FISICAMENTE UMA EQUIPE DE FUTSAL?

Por Fernando Ferretti 

MAURO SANDRI é dos mais promissores jovens preparadores físicos do Futsal brasileiro, com passagens pela campeoníssima Malwee Futsal (SC) S.C. Corinthians (SP) e atualmente preparador físico da CSM/AD. Jaraguá (SC), maior vencedor da Liga Futsal do Brasil. Ele preparou um conteúdo eminentemente prático, com textos e vídeos, “traduzindo” a preparação física para todos os profissionais do Futsal. Um ótimo roteiro prático para os preparadores físicos de equipe de todos os níveis, e indispensáveis também para os treinadores de futsal, que podem assim dominar os conceitos acerca de um dos mais importantes capítulos da preparação de uma equipe. 
Veja o conteúdo que você vai estudar: 
-Entendendo o Futsal 
-Características Gerais da Modalidade 
-Características Específicas da Modalidade 
-Características das Posições no Futsal 
-Ciência dentro do Esporte 
-Controles do Treinamento 
-Características e Funções do Preparador Físico 
-Fazer um pouco é muito melhor que não fazer nada 
-Aspectos da Periodização - Como avaliar sua Equipe? 
-Relações Perigosas: Desempenho e Lesões 
-Relação Preparador Físico e Treinador 
-Ausência de uma Equipe Multidisciplinar
-Todos devem participar do treino e se possível, na mesma quantidade.
-Estatísticas 
-A importância da Periodização 
-Montagem dos Ciclos de Treinamento 
-Aquecimento para Treinos e Jogos 
-Outras Premissas 
Ao final dos estudos e após apresentar uma dissertação sobre escolhido pelo tutor, você receberá um certificado (*) com a chancela da METODOLOGIA FERRETTI FUTSAL, referente a 40 horas de estudo. *Certificado enviado on line. Tudo isso por incríveis R$ 49,00(pagamento único), apenas para as primeiras 100(CEM) unidades, através do Pag Seguro, pelo Cartão de Crédito em até 18 X, boleto bancário ou débito automático na sua conta corrente. E tem mais: Vai receber como BRINDE SURPRESA, em forma de e-book, inteiramente GRÁTIS, as anotações OURO do PROF. MAURO SANDRI - O QUE VOCÊ PRECISA SABER, PARA TRABALHAR COM A PREPARAÇÃO FÍSICA DE ALTO RENDIMENTO. São anotações e artigos escritos através do tempo, com as dicas de quem vive o dia a dia das grandes equipes do futsal brasileiro. Inscrições no link abaixo:
http://www.ferrettifutsal.com/cursosonlineP.php

FAZER EXERCÍCIOS APENAS UMA VEZ POR SEMANA FAZ BEM Á SAÚDE???

Fonte: globo.com por Nabil Ghorayeb 

Em abril, quando se comemora o Dia Mundial da Atividade Física e o Dia Mundial da Saúde, ressaltamos algumas recomendações para a população. Sem dúvida, o sedentarismo que atinge 80% da população deve ser fortemente combatido, porém com opções possíveis de serem seguidas por todos. Desde para a criança como até o mais longevo, a atividade física deve ser estimulada. As pesquisas consistentes pelo mundo afora, seja de médicos como de outros profissionais da saúde, lideradas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mostram a redução das doenças crônicas degenerativas e até comportamentais nos indivíduos ativos. 
Em relação a internações e faltas ao trabalho, os números mostram 35 a 40% de aumento desses itens nos sedentários. As despesas com saúde caem brutalmente onde a população é mais ativa, segundo estudo mundial dos fatores de risco conhecido como INTERHEART. A Sociedade Brasileira de Cardiologia, através de seu departamento de Exercício, Esporte e Reabilitação Cardiovascular (DERC), tem debatido profundamente a atividade física e o esporte nos Congressos de Cardiologia. 

Mas e quem só se movimenta aos domingos? Sabemos que qualquer decisão de se mexer é benéfica. Mas, se for só aos domingos e de modo intenso, o risco de complicações ortopédicas e cardíacas chega a aumentar 2,7 vezes, segundo pesquisa publicada no Journal of American Medical Association (JAMA). Se for apenas aos domingos, então só caminhe e não espere resultados espetaculares. O esforço é modesto, mas melhor do que ficar parado! 
O recomendado é, no mínimo, três vezes por semana, de 30 a 60 minutos diariamente, com velocidade em torno de 100 metros por minuto. A avaliação médica para simples caminhadas não deve ser um obstáculo, mas não custa conhecer suas condições clinicas em uma consulta simples e um eletrocardiograma. Mais intensidade ou esportes, aí sim, inclua o teste ergométrico com um médico presente SEMPRE. Lembrando que intensidade e volume das atividades físicas não competitivas são semelhantes tanto para o gênero masculino quanto para o feminino.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

PLASMA RICO EM PLAQUETAS ACELERA RECUPERAÇÃO DE LESÕES MUSCULARES

Fonte: globo.com por Adriano Leonardi 

Estudos mostram que terapia atua na lesão muscular acelerando tempo de cicatrização e recuperação total com volta à vida normal em menos tempo. A contusão muscular ocorre quando um músculo é submetido a uma força de compressão rápida como um golpe direto, um chute por exemplo. No estiramento, o músculo é submetido a uma tração “puxão” excessivo levando à sobrecarga das fibras musculares e, consequentemente, a sua ruptura perto da região de membranas ou entre o músculo e o tendão. 
A lesão muscular cicatriza através de um processo chamado “reparação”, na qual há formação de tecido fibroso de cicatriz entre as duas partes de músculo lesionado. A fratura do osso cicatriza por “regeneração”, cura através da produção de calo ósseo que, posteriormente se remodela em tecido ósseo. Todas as lesões musculares passam por três fases no processo de cura: 

1) Fase de destruição: Caracterizado pela ruptura e formação de um hematoma e uma reação inflamatória nas pontas dos músculos após a ruptura. 
2) Fase de Reparação: Composto pela produção de uma cicatriz de tecido conectivo assim como revascularização por crescimento de capilares na área lesada. 
3) Fase de Remodelação: Um período de retração e reorganização do tecido cicatricial e recuperação da capacidade funcional do músculo. Podemos classificar os estiramentos de acordo com as dimensões da lesão em grau 1, 2 e 3 dependendo da extensão da área afetada. 
Fatores de risco:
-Deficiências de flexibilidade 
-Desequilíbrios de força entre músculos de ações opostas (anterior e posterior) 
-Lesões musculares antigas com reabilitação incompleta 
-Distúrbios nutricionais 
-Distúrbios hormonais 
-Alterações anatômicas e biomecânicas 
-Infecções e fatores relacionados ao treinamento (aquecimento inadequado, incoordenação de movimentos, técnica incorreta, sobrecarga e a fadiga muscular) 

Sintomas:  
Dor súbita localizada, de intensidade variável, algumas vezes acompanhada de um estalido audível ou de uma sensação de pedrada. Ocorre geralmente durante a explosão muscular na corrida, salto ou arremesso e culmina com a incapacidade de realizar o mesmo movimento. A intensidade dos sinais e sintomas pode variar de acordo com a gravidade. 
Tratamento:  
Os princípios do tratamento seguem o método PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro acometido). O repouso do membro afetado com a utilização de tipoias, muletas, estabilizadores articulares está indicado nos estiramentos de grande magnitude. O retorno ao esporte após uma lesão muscular deve ser individualizado e, levando-se em conta que o tecido se recupera através da formação de cicatriz fibrosa entre os cotos do músculo. O foco principal da equipe que acompanha o paciente é a prevenção da recorrência da lesão, pois, muitas vezes, o indivíduo encontra-se completamente livre da dor e APARENTEMENTE esta apto ao esporte e, em um movimento “banal”, ocorre uma nova lesão. Quanto maior for o grau de sua lesão muscular, maior será o tempo de retorno ao esporte. 

Novos tratamentos:  
As plaquetas ajudam o processo de recuperação do corpo , pois contêm fatores de crescimento ; derivado de plaquetas (PDGF) , transformador de crescimento (TGF ) -ß , semelhante à insulina (IGF ) e o de fibroblastos (FGF) , para citar alguns. Após a ativação, esses fatores são liberados e enviados para ajudar a curar feridas em cicatrização. Neste tipo de tratamento aumentam a concentração de plaquetas em até 8x no sangue da pessoa em recuperação. Pesquisadores americanos induziram uma lesão muscular em ratos e observaram efeitos significativamente positivos e notaram uma recuperação mais rápida em geral em relação aos animais com lesão muscular que nao receberam o tratamento de Plasma Rico em Plaquetas (PRP). Espera-se que o PRP atue na lesão muscular acelerando seu tempo de cicatrização e que haja maior número de células tronco para que mais músculo ( e menos cicatriz) seja formado.